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Recuperação de crédito: como credores podem enfrentar as recuperações judiciais

Diante do aumento das recuperações judiciais impulsionadas pela Selic alta, credores precisam de blindagem contratual e tecnologia de ponta para entrar na fila de pagamentos e combater fraudes

Recuperação de crédito: como credores podem enfrentar as recuperações judiciais

As recuperações judiciais estão aumentando a cada ano, impulsionadas por um ambiente econômico em que a taxa Selic pressiona os custos das empresas e encarece o crédito. Mesmo com a esperada queda da taxa de juros, o ritmo de redução deve ser impactado pelo cenário externo, acrescentando mais incertezas às empresas que buscam ajustar as contas.

Diante desse quadro, a advogada Mariana Zonenschein, sócia fundadora do Zonenschein Advocacia, alerta que os credores precisam adotar posturas preventivas e utilizar ferramentas tecnológicas para garantir o recebimento de seus créditos. Segundo ela, isso vale tanto para as recuperações judiciais quanto as extrajudiciais.

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Blindagem no contrato: o papel do ‘coobrigado’

Segundo Zonenschein, a defesa do credor começa no momento da elaboração do contrato. Ela explica que, nesta etapa, é fundamental não pensar apenas no recebimento do dinheiro em um cenário ideal, mas prever a possibilidade de inadimplência e estabelecer caminhos seguros de saída. A saída é incluir um “coobrigado” no contrato, ou seja, alguém que deverá assumir as dívidas em caso de problemas financeiros da empresa.

Ela alerta que um contrato firmado sem garantias rebaixa o credor à categoria de “quirografário”, colocando-o no último lugar da fila de pagamentos em caso de uma recuperação judicial. No caso das recuperações extrajudiciais, que são feitas em comum acordo com os credores, a garantia só é válida caso o coobrigado participe desta negociação.


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